Redação Enem: Frases contra direitos humanos que zeraram a prova

Redação Enem: Frases contra direitos humanos que zeraram a prova, que envolve milhares de candidatos das diversas regiões brasileiras.

Redação Enem: Frases contra direitos humanos que zeraram a prova

Abaixo frases retiradas da Cartilha da Redação do MEC, que fizeram o candidato zerar a redação do Enem, Exame Nacional do Ensino Médio:

Intolerância religiosa – Tema Enem 2016

O Tema da redação era “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”:

-“para combater a intolerância religiosa, deveria acabar com a liberdade de expressão”;

-“podemos combater a intolerância religiosa acabando com as religiões e implantando uma doutrina única”;

-“o Estado deve paralisar as superexposições de crenças e proibir as manifestações religiosas ao público”;

-“a pessoa que não respeita a devoção do próximo não deveria ter direito social, como o voto”;

-“a única maneira de punir o intolerante é o obrigando a frequentar a igreja daquele que foi ofendido, para que aprenda a respeitar a crença do outro”;

-“que o indivíduo que não respeitar a lei seja punido com a perda do direito de participação de sua religião, que ele seja retirado da sua religião como punição”;

-“por haver tanta discriminação, o caminho certo que se tem a tomar é acabar com todas as religiões”;

-“que a cada agressão cometida o agressor recebesse na mesma proporção, tanto agressão física como mental”;

-“o governo deveria punir e banir essas outras “crenças”, que não sejam referentes a Bíblia”.

O tema da redação era “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”:

-“(deve) ser massacrado na cadeia”;

-“deve sofrer os mesmos danos causados à vítima, não em todas as situações, mas em algumas ou até mesmo a pena de morte”;

-“fazer sofrer da mesma forma a pessoa que comete esse crime”;

-“deveria ser feita a mesma coisa com esses marginais”;

-“as mulheres fazerem justiça com as próprias mãos”;

-“merecem apodrecer na cadeia”;

-“muitos dizem […] devem ser castrados, seria uma boa ideia”.

Publicidade infantil  – Tema Enem 2014

O tema foi “Publicidade infantil em questão no Brasil”, o Inep diz que feriram os direitos humanos as propostas que apresentaram:

-“intenção de tolher a liberdade de expressão da mídia”;

-“proposições como as de tortura e execução sumária para quem abusa de crianças”;

-“sugestões de “acabar com esses bandidos”, “matar todos esses pais idiotas” e similares”.

Enem 2016: Redações nota 1000

Enem 2016: Redações nota 1000, que servirão de embasamento para os candidatos que realizarão o Exame Nacional do Ensino Médio nos dias 5 e 12 de novembro de 2017.

Além das 90 questões objetivas, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio apresentam anualmente um tema para que os participantes elaborem uma redação. Normalmente, o tema proposto é tirado de polêmicas modernas e possui material de apoio para ajudar na elaboração do texto.

A partir das competências avaliadas na redação, o corretor da prova atribuiu uma nota de zero a mil. Alcançar nota mil é o sonho da maioria dos candidatos; mas alguns cuidados deverão ser tomados para que a nota da redação não seja zerada.

Na edição de 2016, que foi atípica, pois houve duas aplicações; a primeira prova teve como tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Entre os textos motivadores estavam dados sobre a violência; em virtude dos preconceitos religiosos.

Enem 2016: Redações nota 1000

Alguns candidatos entenderam bem a proposta e conseguiram desenvolver com destreza a argumentação; alcançando nota máxima na correção.

Os textos transcritos abaixo foram publicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); por ocasião da divulgação do Manual de Redação do Enem 2017.

Tolerância na prática – Vinícius Oliveira de Lima

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.

Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-grande e Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião oficial era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhes deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um Estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.

De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é desconstruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.

Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de desconstruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover as ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.

Prática religiosa um direito de todos – Jornada Bottin Ecco

A curiosidade humana acerca do desconhecido e a sua incapacidade de explicá-lo através da razão fez com que, desde os primórdios, o homem atribuísse acontecimentos do seu cotidiano à vontade de seres sobrenaturais. Apesar dos avanços científicos e de suas respostas lógicas para fatos da realidade, as crenças em divindades perpassaram a história e continuam muito presentes nas sociedades, talvez por suprirem a necessidade humana de reconforto, talvez por levarem à transcendência espiritual. Atualmente, a grande diversidade religiosa existente traz a possibilidade de escolha a cada cidadão e essa liberdade é, ou deveria ser, garantida a todos os membros de uma população. Contudo, práticas de intolerância religiosa vêm impedindo um número cada vez maior de pessoas de exercitarem tal direito, ferindo sua dignidade e devendo, portanto, serem combatidas veementemente.

O contexto histórico brasileiro indubitavelmente influencia essa questão. A colonização portuguesa buscou catequizar os nativos de acordo com a religião europeia da época: a católica. Com a chegada dos negros africanos, décadas depois, houve repressão cultural, consequentemente, religiosa que, infelizmente, perpetua até os dias de hoje. Prova disso é o caso de uma menina carioca praticante do candomblé que, em junho de 2015, foi ferida com pedradas, e seus acompanhantes, alvos de provocações e xingamentos. Ainda que a violência verbal, assim como a física, vá contra a Constituição Federal, os agressores fugiram e, como em outras ocorrências, não foram punidos.

Além disso, é importante destacar que intolerância religiosa é crime de ódio: não é sobre ter a liberdade de expressar um descontentamento ou criticar certa crença, mas sim sobre a tentativa de imposição, a partir da agressão, de entendimentos pessoais acerca do assunto em detrimento dos julgamentos individuais do outro sobre o que ele acredita ser certo ou errado para sua própria vida. Tal visão etnocêntrica tem por consequência a falta de respeito para com o próximo, acarretando em episódios imprescritíveis e humilhantes para aqueles que os vivenciam.

Conclui-se, então, que o combate à discriminação religiosa é de suma importância para que se assegure um dos direitos mais antigos a todas as pessoas e, por conseguinte, seu bem-estar. Para isso, é preciso que os órgãos especializados, em parceria às delegacias de denúncia, ajam de acordo com a lei, investigando e punindo os agressores de forma adequada. Ademais, o governo deve promover campanhas contra condutas de intolerância e as escolas devem gerar debates, informando seus alunos sobre o tema e desconstruindo preconceitos desde cedo. Por fim, a mídia pode abordar a intolerância religiosa como assunto de suas novelas, visto que causa forte impacto na vida social. Assim, o respeito será base para a construção de um Brasil mais tolerante e preocupado com
a garantia dos direitos humanos de sua população.

Giovanna Tami Soares Takahashi

Segundo a atual Constituição Federal, o Brasil é um país de Estado laico, ou seja, a sociedade possui o direito de exercer qualquer religião, crença ou culto. Entretanto, essa liberdade religiosa encontra-se afetada, uma vez que é notório o crescimento da taxa de violência com relação à falta de tolerância às diferentes crenças. Assim, diversas medidas precisam ser tomadas para tentar combater esse problema, incitando uma maior atenção do Poder Público, juntamente com os setores socialmente engajados, e das instituições formadoras de opinião.

Nesse contexto, vale ressaltar que a intolerância religiosa é um problema existente no Brasil desde séculos passados. Com a chegada das caravelas portuguesas, as quais trouxeram os padres jesuítas, os índios perderam a sua liberdade de crença e foram obrigados, de maneira violenta, a se converter ao catolicismo, religião a qual era predominante na Europa. Além disso, os africanos escravizados que aqui se encontravam também foram impedidos de praticar seus cultos religiosos, sendo punidos de forma desumana caso desrespeitassem essa imposição. Atualmente, constata-se que grande parcela da população brasileira herdou essa forma de pensar e de agir, tratando pessoas que acreditam em outras religiões de maneira desrespeitosa e, muitas vezes, violenta, levando instituições públicas e privadas à busca de soluções para reverter isso.

Sob esse viés, ressalta-se que algumas ações já foram realizadas, como a criação da lei de proteção ao sentimento religioso e à prática de diferentes cultos. Entretanto, as medidas tomadas até então não são suficientes para inibir essa problemática, uma vez que a fraca punição aos criminosos e a falta de conscientização da sociedade são alguns dos principais motivos que ocasionam a persistência de atos violentos em decorrência da intolerância religiosa. Outrossim, a falta de comunicação dos pais e das escolas com os jovens sobre esse assunto é um agravante do problema, aumentando as possibilidades destes agirem de maneira desrespeitosa.

Diante disso, para combater a intolerância religiosa, cabe ao Governo intensificar esforços, criando leis específicas e aumentando o tempo de punição para quem comete qualquer tipo de violência devido à religião. Ademais, é necessária a criação de campanhas midiáticas governamentais de conscientização, com o apoio da imprensa socialmente engajada, e a divulgação destas através dos diversos meios de comunicação e das redes sociais, que mostrem a importância do respeito à liberdade de escolha e às diferentes crenças, uma vez que o Brasil é um país com inúmeros grupos e povos, cada um com seus costumes. Além disso, a participação das instituições formadoras de opinião é de grande importância para a educação dos jovens com relação ao respeito às diferentes religiões, com as escolas realizando palestras e seminários sobre o assunto e as famílias intensificando os diálogos em casa.

João Vitor Vasconcelos Ponte

O Brasil foi formado pela união de diversas bases étnicas e culturais e, consequentemente, estão presentes em seu território várias religiões. Entretanto, nem essa diversidade nem a liberdade religiosa garantida pela Constituição Cidadã faz com que o país seja respeitoso com as diferentes crenças. Fazendo uma analogia com a filosofia kantiana, a intolerância existente pode ser vista como o resultado de fatores inatos ao indivíduo com o que foi incorporado a partir das experiências vividas.

Em primeiro lugar, é notória a dificuldade que há no homem em aceitar o diferente, principalmente ao se tratar de algo tão pessoal como a religião. Prova disso é a presença da não aceitação das crenças alheias em diferentes regiões e momentos históricos, como no Império Romano antigo, com as persiguições aos cristãos, na Europa Medieval, com as Cruzadas e no atual Oriente Médio, com os conflitos envolvendo o Estado Islâmico. Também pode-se comprovar a existência da intolerância religiosa pela frase popular “religião não se discute”, que propõe ignorar a temática para evitar os conflitos evidentes ao se tratar do assunto. Desse modo, nota-se que a intolerância não se restringe a um grupo específico e é, de certa forma, natural ao ser humano, o que, porém, não significa que não pode o deve ser combatida.

Além da intolerância inata ao homem, há fatores externos que intensificam o problema. No cenário brasileiro, o processo colonizador e seus legados, que perduram até hoje, são os principais agravantes desse preconceito. Desde a chegada dos europeus no país, as religiões diferentes da oficial são discriminadas. Logo no início da colonização, o processo de catequização dos nativos foi incentivado, o que demonstra o desrespeito com as religiões indígenas, e, décadas depois, com o início do tráfico negreiro, houve também perseguição às religiões afrobrasileiras e a construção de uma imagem negativa acerca delas. Toda essa mentalidade perpetuou-se no ideário coletivo brasileiro e, apesar dos avanços legais, faz com que essas religiões sejam as mais afetadas pela intolerância atualmente.

É necessário, pois, que se reverta a mentalidade retrógrada e preconceituosa predominante no Brasil. Para tal, o Estado deve veicular campanhas de conscientização, na TV e na internet, que informem a população sobre a diversidade religiosa do país e a necessidade de respeitá-las. Essas campanhas também podem, para facilitar a detecção e o combate ao problema, divulgar contatos para denúncia de casos de intolerância religiosa. Concomitantemente, é fundamental o papel da escola de pregar a tolerância já que, segundo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Portanto, a escola deve promover palestras sobre as diferenças crenças do país, ministradas por especialistas na área ou por membros dessas religiões, a fim de quebrar estereótipos preconceituosos e tornar os jovens mais tolerantes.

Profecia futurística – Desirée Macarroni Abbade

Em meados do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa a deficiência das medidas na luta contra a intolerância religiosa no Brasil, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar esse problema.

A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões políticas-estruturais. Isso se deve ao fato de que, a partir da impunidade em relação a atos que manifestem discriminação religiosa, o seu combate é minimizado e subaproveitado, já que não há interferência para mudar tal situação. Tal conjuntura é ainda intensificada pela insuficiente laicidade do Estado, uma vez que interfere em decisões políticas e sociais, como aprovação de leis e exclusão social. Prova disso, é, infelizmente, a existência de uma “bancada evangélica” no poder público brasileiro. Dessa forma, atitudes agressivas e segregacionistas devido ao preconceito religioso continuam a acontecer, pondo em xeque o direito de liberdade religiosa, o que evidencia falhas nos elementos contra a intolerância religiosa brasileira.

Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores socioculturais. Durante a formação do Estado brasileiro, a escravidão se fez presente em parte significativa do processo, e com ela vieram as discriminações e intolerâncias culturais, derivados de ideologias como superioridade do Homem Branco e Darwinismo Social. Lamentavelmente, tal perspectiva é vista até
hoje no território brasileiro. Bom exemplo disso são os índices que indicam que os indivíduos seguidores e pertencentes das religiões afro-brasileiras são os mais afetados. Dentro dessa lógica, nota-se que a dificuldade de prevenção e combate ao desprezo e preconceito religioso mostra-se fruto de heranças coloniais discriminatórias, as quais negligenciam tanto o direito à vida quanto o direito de liberdade de expressão e religião. 

Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para a luta contra a intolerância religiosa no Brasil apresentam entraves que necessitam ser revertidos. Logo, é necessário que o Governo investigue casos de impunidade por meio de fiscalizações no cumprimento de leis, abertura de mais canais de denúncia e postos policiais. Além disso, é preciso que o poder público busque ser o mais imparcial (religiosamente) possível, a partir de acordos pré-definidos sobre o que deve, ou não, ser debatido na esfera política e disseminado para a população. Ademais, as instituições de ensino, em parceria com a mídia e ONGs, podem fomentar o pensamento crítico por intermédio de pesquisas,projetos, trabalhos, debates e campanhas publicitárias esclarecedoras. Com essas medidas, talvez, a profecia de Zweig torne-se realidade no presente.

Isabella Ribeiro de Sena Carvalho

Embora seja direito assegurado a todos os cidadãos pela Constituição Federal, a liberdade religiosa não é garantida de modo isonômico aos brasileiros. Ora velada, ora implícita, a intolerância quanto ao diferente faz parte da realidade do país. Infelizmente, o desconhecimento da população em relação ao processo de formação da nação e a falta de punição sob os que atentam contra a religião do próximo impedem que o respeito à diversidade cultural brasileira seja consolidado.

Segundo os sociólogos da chamada “Geração de 30”, muito importantes para o desenvolvimento da antropologia no país, o Brasil é formado por uma fricção interétnica. Isto é, desde os tempos da colonização, diferentes culturas compartilham o mesmo território. Contudo, tal interação não ocorre de forma harmônica, uma vez que a persistência do pensamento eurocêntrico do século XVI, que considera os costumes de outros povos como inferiores, gera a intolerância religiosa dos dias atuais. Inquestionavelmente, o preconceito quanto às culturas minoritárias ainda é muito marcante no país, o que é responsável por quadros de violência e por conflitos sociais. O caso de apedrejamento de uma menina de onze anos vestida com trajes típicos do candomblé, ocorrido no Rio de Janeiro, é prova da falta de respeito de parte dos brasileiros às diferentes culturas que formam o país.

De modo análogo, a certeza da impunidade faz com que crimes de ódio continuem acontecendo. Consoante aos ideais liberais de John Locke, as leis brasileiras caracterizam-se pelo respeito às liberdades individuais, o que é, sem dúvidas, uma grande conquista dos brasileiros. Todavia, o que é proposto pela legislação não é colocado em prática integralmente, contribuindo, assim, para o crescimento do preconceito no país. O crescente número de denúncias relacionadas à intolerância religiosa, constatadas pela Secretaria dos Direitos Humanos, comprova que uma parcela da população brasileira ainda não tem acesso à plena liberdade de culto e religião.

A fim de garantir, portanto, a equidade na garantia de direitos à população, são necessárias transformações na sociedade brasileira. O Ministério da Educação, primeiramente, deve inserir à matriz curricular estudantil debates e estudos antropológicos acerca do processo de formação do país, de modo a valorizar a participação das mais variadas culturas na composição da identidade brasileira. Ademais, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social a realização de palestras, sarais e exposições que exaltem a importância do respeito à diversidade religiosa do Brasil. Por fim, cabe às Secretarias de Segurança Pública a criação de delegacias especializadas na investigação de crimes que envolvam a intolerância religiosa, de modo a intensificar o combate a tal preconceito. Afinal, somente com a cooperação entre Estado e sociedade será possível lutar contra a intolerância, um mal que ameaça o Brasil.

Nathalia Couri Vieira Marques

Existem, atualmente, diversos conflitos religiosos no mundo, fato que pode ser exemplificado pelas ações do Estado Islâmico, que utiliza uma visão radical do islamismo sunita. Nesse contexto, percebe-se que tal realidade de intolerância também ocorre no Brasil, um país com dimensões continentais e grande diversidade religiosa. Assim, tornam-se progressivamente mais comuns episódios de violência motivados pela religião, o que é contraditório, visto que o Brasil é laico e a Constituição de 1988 garante a liberdade de crença das diferentes manifestações culturais. Portanto, medidas que alterem essa situação devem ser adotadas.

A globalização é um processo que tende à homogeneização, à cultura de massa. No entanto, ainda existem diversas formas de expressão cultural e artística, assim como de manifestações religiosas. Dessa maneira, surge na população um preconceito latente, que pode evoluir e motivar a prática de atos violentos pelo indivíduo. Essa situação pode ser considerada reflexo da visão etnocêntrica de parte da sociedade, que considera seus costumes e crenças superiores aos hábitos dos demais. A educação brasileira, que, na maioria das vezes, é altamente conservadora, agrava a questão.

Também é válido ressaltar que o aumento na eleição de políticos conservadores e que assumem uma postura radical na defesa de suas ideologias dificulta a diminuição da intolerância religiosa no Brasil. A ausência de representantes das minorias religiosas impede a implantação de políticas afirmativas e que garantam, de fato, a potencialização da tolerância e da igualdade na manifestação das diversas crenças. Como, segundo Marilena Chauí, a democracia é baseada na igualdade, liberdade e participação, percebe-se que a não participação de toda a sociedade na política, aliada à frágil liberdade religiosa, dificultam a existência de um regime democrático pleno no Brasil.

Portanto, é necessária a criação de cotas, ação que deve ser feita pelo poder público, que garantam a presença de representantes das diversas expressões religiosas na política, o que permitiria a aprovação de medidas afirmativas que reduziriam a intolerância no Brasil. Além disso, é válida a implantação de espaços de discussão nas escolas, direcionadas aos pais e alunos, sobre a diversidade de expressões culturais, o que conscientizaria os futuros cidadãos sobre a legitimidade de cada manifestação religiosa e diminuiria a visão etnocêntrica presente nos indivíduos. Por fim, deve haver a criação de campanhas nas redes sociais, realizadas pela sociedade civil, que amenizem o preconceito presente na população, o que conduziria a uma sociedade progressivamente mais justa, igualitária e democrática.

Enem 2017: Manual da redação será divulgado na próxima semana

Enem 2017: Manual da redação será divulgado na próxima semana pelo Inep para os milhares de candidatos que realizarão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio.

As cinco competências são as regras básicas pelas quais os corretores da redação atribuem as notas aos candidatos do Enem.  Cada competência valerá no máximo 200 pontos, por isso a nota máxima da redação totaliza mil pontos.

Abaixo as competências da Redação do Enem, de acordo com o Manual de Redação do Inep:

Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.

Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Regras de correção serão mantidas

O Inep reiterou que as regras de correção das provas de redação serão mantidas; inclusive os motivos que levam um candidato a tirar nota zero na prova; além das normativas para resolver casos em que as notas dos dois avaliadores são discrepantes.

Confira abaixo as razões que podem zerar a redação:

-Fuga total ao tema;

-Não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;

-Extensão de até 7 linhas;

-Cópia de texto motivador;

-Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação;

-Parte deliberadamente desconectada do tema proposto;

-Desrespeito aos direitos humanos, folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

De acordo com informações do Inep, todas as redações serão corrigidas por dois avaliadores. Caso a nota final de cada avaliador tenha discrepância de mais de 100 pontos, ou caso a nota de cada avaliador em uma das competências tenha discrepância de mais de 80 pontos; a redação passará por um terceiro avaliador. Se a discrepância persistir, uma banca presencial com três professores avaliará a redação mais uma vez, para definir a nota final do candidato.

Conheça as Universidades e Institutos Federais de Educação que utilizam o Sisu para ingresso em seus diversos cursos.

Acesse outros vestibulares que estão disponíveis para 2017.

Enem 2017 inscrições disponíveis a partir de 8 de maio, às 10 horas

Enem 2017 inscrições disponíveis a partir de 8 de maio, às 10 horas, cujas notas servirão para ingressar nas universidades públicas brasileiras e portuguesas.

Inscrições Enem 2017

Na próxima segunda-feira, dia 8 de maio serão iniciadas as inscrições para o exame nacional, que envolve milhares de jovens.

Elas serão encerradas no dia 19 de maio de 2017, cuja taxa é de R$ 82,00. O pagamento deverá ser efetuado até 24 de maio. Veja como fazer sua inscrição.

Acesse para verificar o prazo para requerer a utilização do nome social

Veja outras informações importantes em relação às alterações do Enem.

Redação Enem

A redação do Enem servirá como critério de desempate para os programas federais Prouni e Fies, portanto será de extrema importância que o candidato ao Enem, elabore uma excelente redação.

Importante lembrar que a redação do Enem é um texto argumentativo-dissertativo; e exigirá que o candidato apresente bons argumentos para o problema levantado pela comissão organizadora.

Uma das dicas mais importantes para a redação será a leitura, pois ela enriquece os argumentos e aproxima o candidato ao emprego da norma culta da língua portuguesa.

Dicas para treinar sua escrita e a redação para o Enem

Aproveite para treinar elaborando textos que envolvam temas mais atuais. Analise algumas propostas abaixo e treine seus argumentos, pois a leitura será sua melhor aliada para elaborar um bom texto:

-Proposta: O brasileiro tem razões para sofrer complexo de vira-lata?;

-Proposta: Trabalho no Brasil;

-Proposta: Aplicativos de celular atrapalham a relação pais e filhos?

-Proposta: Conhecimento através das Tecnologias;

-Proposta: Parto Anônimo;

-Proposta: Manipulação Genética Humana;

-Proposta: Terceirização do Trabalho;

-Proposta: Médicos e Indústria Farmacêutica;

-Proposta: Publicação de Fotos na Internet;

-Proposta: Injustiças Sociais;

-Proposta: Legalização da maconha;

-Proposta: Maioridade Penal;

-Proposta: Violência contra a mulher;

-Proposta: Diversidade de Gênero;

-Proposta: Visibilidade das campanhas publicitárias;

-Proposta: Leitura como redução de pena;

Proposta: Homofobia.

Acesse a relação dos refugiados da Síria com os tumbeiros da escravatura.

Acesse outras informações importantes referentes ao Enem e Sisu:

Notas do corte por área de conhecimento;

-Consulte a concorrência Sisu edição 2017;

-Veja as competências que são cobradas na Redação do Enem;

-Consulte possíveis temas para Redação do Enem.

-Veja Redações  notas mil no Enem.

-Acesse Redações nota 1000 Enem 2016.

Acesse outros vestibulares que estão disponíveis para 2017.

Conheça as Universidades e Institutos Federais de Educação que utilizam o Sisu para ingresso em seus diversos cursos.

Enem 2016: Espelhos da redação divulgados pelo Inep

Enem 2016: Espelhos da redação divulgados pelo Inep; para acesso pelos milhares de candidatos que realizaram a edição do ano passado; em busca de acesso às universidades públicas brasileiras e portuguesas.

Enem 2016: Espelhos da redação divulgados pelo Inep

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep);divulgou nesta terça-feira, 11 de abril; o acesso aos espelhos das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016.

Do total de candidatos que prestaram o exame, 77 conseguiram alcançar a nota máxima. Estão abaixo a íntegra de alguns desses textos que tiraram 1.000, conforme divulgação do Inep.

Em relação a outra edição o  número foi menor, pois 104 candidatos conseguiram tirar nota máxima na redação. Em 2014, foram 250 com desempenho máximo.

Temas das redações Enem 2016

O tema da redação do Enem 2016 foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Os candidatos que prestaram a segunda aplicação do exame, em dezembro; tiveram que elaborar uma texto referente ao “Caminhos para combater o racismo no Brasil”.

A reaplicação do Enem em 2016 aconteceu por causas das ocupações de locais de prova em novembro. Movimentos estudantis que protestaram contra a PEC do teto dos gastos; e contra a reforma do ensino médio ocuparam prédios de universidades onde o Exame seria aplicado.

Exemplos de Redações nota mil Enem

Abaixo redações nota 1000 dos candidatos que prestaram Enem, edição 2016

Laryssa Cavalcanti de Barros e Silva, de 17 anos – Maceió (AL)

 O ser humano é social: necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais. Porém, embora intitulado, sob a perspectiva aristotélica, político e naturalmente sociável, inúmeras de suas antiéticas práticas corroboram o contrário. No que tange à questão religiosa no país, em contraposição à laicização do Estado, vigora a intolerância no Brasil, a qual é resultado da consonância de um governo inobservante à Constituição Federal e uma nação alienada ao extremo.

Não obstante, apesar de a formação brasileira ser oriunda da associação de díspares crenças, o que é fruto da colonização, atitudes preconceituosas acarretam a incrédula continuidade de constantes ataques a religiões, principalmente de matriz africana. Diante disso, a união entre uma pátria cujo obsoleto ideário ainda prega a supremacia do cristianismo ortodoxo e um sistema educacional em que o estudo acerca das disparidades religiosas é escasso corrobora a cristalização do ilegítimo desrespeito à religiosidade no país.

Sob essa conjectura, a tese marxista disserta acerca da inescrupulosa atuação do Estado, que assiste apenas a classe dominante. Dessa forma, alienados pelo capitalismo selvagem e pelos subvertidos valores líquidos da atualidade, os governantes negligenciam a necessidade fecunda de mudança dessa distópica realidade envolta na intolerância religiosa no país. Assim, as nefastas políticas públicas que visem a coibir o vilipêndio à crença – ou descrença, no caso do ateísmo – alheia, como o estímulo às denúncias, por exemplo, fomentam a permanência dessas incoerentes práticas no Brasil. Porém, embora caótica, essa situação é mutável.

Convém, portanto, quem primordialmente, a sociedade civil organizada exija do Estado, por meio de protestos, a observância da questão religiosa no país. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação a criação de um programa escolar nacional que vise a contemplar as diferenças religiosas e o respeito a elas, o que deve ocorrer mediante o fornecimento de palestras e peças teatrais que abordem essa temática. Paralelamente, ONGs devem corroborar esse processo a partir da atuação em comunidades com o fito de distribuir cartilhas que informem acerca das alternativas de denúncia dessas desumanas práticas, além de sensibilizar a pátria para a luta em prol de tolerância religiosa.

Vinícius Oliveira de Lima, de 26 anos – Duque de Caxias (RJ)

Tolerância na prática

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.

Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-Grande Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.

De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é descontruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.

Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de descontruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.

Desirée Macarroni Abbade, de 18 anos – Rio de Janeiro (RJ)

Profecia futurística

Em meados do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa a deficiência das medidas na luta contra a intolerância religiosa no Brasil, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar esse problema.

A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões políticas-estruturais. Isso se deve ao fato de que, a partir da impunidade em relação a atos que manifestem discriminação religiosa, o seu combate é minimizado e subaproveitado, já que não há interferência para mudar tal situação. Tal conjuntura é ainda intensificada pela insuficiente laicidade do Estado, uma vez que interfere em decisões políticas e sociais, como aprovação de leis e exclusão social. Prova disso, é, infelizmente, a existência de uma “bancada evangélica” no poder público brasileiro. Dessa forma, atitudes agressivas e segregacionistas devido ao preconceito religioso continuam a acontecer, pondo em xeque o direito de liberdade religiosa, o que evidencia falhas nos elementos contra a intolerância religiosa brasileira.

Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores socioculturais. Durante a formação do Estado brasileiro, a escravidão se fez presente em parte significativa do processo; e com ela vieram as discriminações e intolerâncias culturais, derivadas de ideologias como superioridade do homem branco e darwinismo social. Lamentavelmente, tal perspectiva é vista até hoje no território brasileiro. Bom exemplo disso são os índices que indicam que os indivíduos seguidores e pertencentes das religiões afro-brasileiras são os mais afetados. Dentro dessa lógica, nota-se que a dificuldade de prevenção e combate ao desprezo e preconceito religioso mostra-se fruto de heranças coloniais discriminatórias, as quais negligenciam tanto o direito à vida quanto o direito de liberdade de expressão e religião.

Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para a luta contra a intolerância religiosa no Brasil apresentam entraves que necessitam ser revertidos. Logo, é necessário que o governo investigue casos de impunidade por meio de fiscalizações no cumprimento de leis, abertura de mais canais de denúncia e postos policiais. Além disso, é preciso que o poder público busque ser o mais imparcial (religiosamente) possível, a partir de acordos pré-definidos sobre o que deve, ou não, ser debatido na esfera política e disseminado para a população. Ademais, as instituições de ensino, em parceria com a mídia e ONGs, podem fomentar o pensamento crítico por intermédio de pesquisas, projetos, trabalhos, debates e campanhas publicitárias esclarecedoras. Com essas medidas, talvez, a profecia de Zweig torne-se realidade no presente.

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Enem: Redações nota mil edição 2015

Enem: Redações nota mil de candidatos que tiraram maior nota na redação do Exame Nacional do Ensino Médio, edição 2015; de acordo com informações do Inep.

Razões para tirar zero na Redação Enem

Conforme manual de redação do MEC; estão abaixo as razões para tirar zero na redação do Enem:

-Fuga total ao tema;

-Não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;

-Extensão de até 7 linhas;

-Cópia de texto motivador;

-Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação;

-Parte deliberadamente desconectada do tema proposto;

-Desrespeito aos direitos humanos; e

-Folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

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-Acesse possíveis temas de redação que poderão ser cobrados na próxima edição do Enem.

Acesse ainda as competências que são avaliadas na Redação do Enem.

Enem: Redações nota mil edição 2015

O tema da redação do Enem 2015 foi “A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira”. De acordo com o MEC dos 5.631.606 textos corrigidos; 104 obtiveram nota mil. Outros 53.032 foram anulados e receberam nota zero.

Ainda de acordo com informações do Inep; foram anuladas as redações que fugiram do tema; desrespeitaram os direitos humanos e escreveram em uma tipologia diferente da solicitada, dentre outras razões.

Estão abaixo a transcrição literal das redações dos candidatos que tiraram nota mil na redação do Enem, sem edições:

Redação da estudante Amanda Castro

 A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.

O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone de Beavouir “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, a cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função social de se submeter ao masculino, independentemente de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a punição para este tipo de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e, assim, a liberdade para o ato é aumentada.

Além disso, já o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso ocorre porque a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino reflete no cotidiano dos brasileiros. Nesse viés, as mulheres são objetificadas e vistas apenas como fonte de prazer para o homem, e são ensinadas desde cedo a se submeterem aos mesmos e a serem recatadas. Dessa maneira, constrói-se uma cultura do medo, na qual o sexo feminino tem medo de se expressar por estar sob a constante ameaça de sofrer violência física ou psicológica de seu progenitor ou companheiro. Por conseguinte, o número de casos de violência contra a mulher reportados às autoridades é baixíssimo, inclusive os de reincidência.

Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para a denúncia de agressão contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência. Quem sabe, assim, o fim da violência contra a mulher deixe de ser uma utopia para o Brasil.

 Redação da estudante Anna Beatriz Wreden

Parte desfavorecida

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI as mulheres ainda são alvos de violência. Esse quadro de persistência de maus tratos com esse setor é fruto, principalmente, de uma cultura de valorização do sexo masculino e de punições lentas e pouco eficientes por parte do Governo.

Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve presente, como por exemplo na posição do “Senhor do Engenho”, consequentemente foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Dessa forma, muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e até desrespeitosa. Logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Nesse sentido, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por causa de uma cultural geral preconceituosa. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuismo dos abusos.

Além dessa visão segregacionista, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão. No país, os processos são demorados e as medidas coercitivas acabam não sendo tomadas no devido momento. Isso ocorre também com a Lei Maria da Penha, que entre 2006 e 2011 teve apenas 33,4% dos casos julgados. Nessa perspectiva, muitos indivíduos ao verem essa ineficiência continuam violentando as mulheres e não são punidos. Assim, essas são alvos de torturas psicológicas e abusos sexuais em diversos locais, como em casa e no trabalho.

A violência contra esse setor, portanto, ainda é uma realidade brasileira, pois há uma diminuição do valor das mulheres, além do Estado agir de forma lenta. Para que o Brasil seja mais articulado como um “corpo biológico” cabe ao Governo fazer parceria com as ONGs, em que elas possam encaminhar, mais rapidamente, os casos de agressões às Delegacias da Mulher e o Estado fiscalizar severamente o andamento dos processos. Passa a ser a função também das instituições de educação promoverem aulas de Sociologia, História e Biologia, que enfatizem a igualdade de gênero, por meio de palestras, materiais históricos e produções culturais, com o intuito de amenizar e, futuramente, acabar com o patriarcalismo. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.

 Redação da estudante Cecília Maria Leite

Violação à dignidade feminina

Historicamente, o papel feminino nas sociedades ocidentais foi subjugado aos interesses masculinos e tal paradigma só começou a ser contestado em meados do século XX, tendo a francesa Simone de Beauvoir como expoente. Conquanto tenham sido obtidos avanços no que se refere aos direitos civis, a violência contra a mulher é uma problemática persistente no Brasil, uma vez que ela se dá- na maioria das vezes- no ambiente doméstico. Essa situação dificulta as denúncias contra os agressores, pois muitas mulheres temem expor questões que acreditam ser de ordem particular.

Com efeito, ao longo das últimas décadas, a participação feminina ganhou destaque nas representações políticas e no mercado de trabalho. As relações na vida privada, contudo, ainda obedecem a uma lógica sexista em algumas famílias. Nesse contexto, a agressão parte de um pai, irmão, marido ou filho; condição de parentesco essa que desencoraja a vítima a prestar queixas, visto que há um vínculo institucional e afetivo que ela teme romper.

Outrossim, é válido salientar que a violência de gênero está presente em todas as camadas sociais, camuflada em pequenos hábitos cotidianos. Ela se revela não apenas na brutalidade dos assassinatos, mas também nos atos de misoginia e ridicularização da figura feminina em ditos populares, piadas ou músicas. Essa é a opressão simbólica da qual trata o sociólogo Pierre Bordieu: a violação aos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está –sobretudo- na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social.

Destarte, é fato que o Brasil encontra-se alguns passos à frente de outros países o combate à violência contra a mulher, por ter promulgado a Lei Maria da Penha. Entretanto, é necessário que o Governo reforce o atendimento às vítimas, criando mais delegacias especializadas, em turnos de 24 horas, para o registro de queixas. Por outro lado, uma iniciativa plausível a ser tomada pelo Congresso Nacional é a tipificação do feminicídio como crime de ódio e hediondo, no intuito de endurecer as penas para os condenados e assim coibir mais violações. É fundamental que o Poder Público e a sociedade – por meio de denúncias – combatam praticas machistas e a execrável prática do feminicídio.

Redação do estudante Caio Koga

Conserva a Dor

O Brasil cresceu nas bases parternalistas da sociedade europeia, visto que as mulheres eram excluídas das decisões políticas e sociais, inclusive do voto. Diante desse fato, elas sempre foram tratadas como cidadãs inferiores cuja vontade tem menor validade que as demais. Esse modelo de sociedade traz diversas consequências, como a violência contra a mulher, fruto da herança social conservadora e da falta de conscientização da população.

Casos relatados cotidianamente evidenciam o conservadorismo do pensamento da população brasileira. São constantes as notícias sobre o assédio sexual sofrido por mulheres em espaços públicos, como no metrô paulistano. Essas ações e a pequena reação a fim de acabar com o problema sofrido pela mulher demonstram a normalidade da postura machista da sociedade e a permissão velada para o seu acontecimento. Esses constantes casos são frutos do pensamento machista que domina a sociedade e descende diretamente do paternalismo em que cresceu a nação.

Devido à postura machista da sociedade, a violência contra a mulher permanece na contemporaneidade, inclusive dentro do Estado. A mulher é constantemente tratada com inferioridade pela população e pelos próprios órgãos públicos. Uma atitude que demonstra com clareza esse tratamento é a culpabilização da vítima de estupro que, chegando à polícia, é acusada de causar a violência devido à roupa que estava vestindo. A violência se torna dupla, sexual e psicológica; essa, causada pela postura adotada pela população e pelos órgãos públicos frente ao estupro, causando maior sofrimento à vítima.

O pensamento conservador, machista e misógino é fruto do patriarcalismo e deve ser combatido a fim de impedir a violência contra aquelas que historicamente sofreram e foram oprimidas. Para esse fim, é necessário que o Estado aplique corretamente a lei, acolhendo e atendendo a vítima e punindo o violentador, além de promover a conscientização nas escolas sobre a igualdade de gênero e sobre a violência contra a mulher. Cabe à sociedade civil, o apoio às mulheres e aos movimentos feministas que protegem as mulheres e defendem os seus direitos, expondo a postura machista da sociedade. Dessa maneira, com apoio do Estado e da sociedade, aliado ao debate sobre a igualdade de gênero, é possível acabar com a violência contra a mulher.

 Redação do estudante José Miguel Trigueros

Por um basta na violência contra a mulher

A violência contra a mulher no Brasil ainda é grande. Entretanto, deve haver uma distinção entre casos gerais (que ocorrem independentemente do sexo da vítima) e casos específicos. Os níveis de homicídios, assaltos, sequestros e agressões são altos, portanto, o número de mulheres atingidas por esse índice também é grande. Em casos que a mulher é vítima devido ao seu gênero, como estupros, abusos sexuais e agressões domésticas, as Leis Maria da Penha e do Feminicídio, aliadas às Delegacias das Mulheres e ao Ligue 180 são meios de diminuir esses casos.

O sistema de segurança no Brasil é falho. Como a violência é alta e existe uma enorme burocracia, os casos denunciados e julgados são pequenos. Além do mais, muitas mulheres têm medo de seus companheiros ou dependem financeiramente deles, não contando as agressões que sofrem. Dessa forma, mais criminosos ficam livres e mais mulheres se tornam vítimas.

Alguns privilégios são necessários para garantir a integridade física e moral da vítima, como a Lei Maria da Penha, que é um marco para a igualdade de gênero e serve de amparo para todo tipo de violência doméstica e já analisou mais de 300 mil casos. Há também medidas que contribuem para reduzir assédios sexuais e estupros, como a criação do vagão feminino em São Paulo e a permissão para que ônibus parem em qualquer lugar durante a noite, desde que isso seja solicitado por uma mulher.

Também é alarmante os casos que envolvem turismo sexual. Durante a Copa do Mundo de 2014, houve um grande fluxo de estrangeiros para o Brasil. Muitos vêm apenas para se relacionar com as mulheres brasileiras, algo ilegal, que que prostituição é crime. Não bastasse, o pior é o envolvimento de menores de idade. Inúmeros motivos colocam crianças e adolescentes nessa vida, como o abandono familiar, o aliciamento por terceiros e até sequestros.

Portanto, para reduzir drasticamente a violência contra a mulher, deve ocorrer uma intensificação na fiscalização, através das Leis que protegem as vítimas femininas. No que se refere à punição dos criminosos, deve ocorrer o aumento das penas ou até atitudes mais drásticas, como a castração química de estupradores (garantindo a reincidência zero). Para aumentar o número de denúncias, a vítima deve se sentir protegida e não temer nada. Por isso, mobilizações sociais, através de propagandas e centros de apoio devem ser adotadas. Todas essas medidas culminariam em mais denúncias, mais julgamentos e mais prisões, além de diminuir os futuros casos, devido às prisões exemplares.

Redação da estudante Julia Guimarães Cunha

O feminismo é o movimento que luta pela igualdade social, política e econômica dos gêneros. Hodiernamente, muitas conquistas em prol da garantia dessas igualdades já foram alcançadas – a exemplo do direito ao voto para as mulheres, adquirido no Governo Vargas. Entretanto, essas conquistas não foram suficientes para eliminar o preconceito e a violência existentes na sociedade brasileira.

De acordo com o site “Mapa da Violência”, nas últimas três décadas houve um aumento de mais de 200% nos índices de feminicídio no país. Esse dado evidencia a baixa eficiência dos mecanismos de auxílio à mulher, tais como a Secretaria de Políticas para as mulheres e a Lei Maria da Penha. A existência desses mecanismos é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar os índices alarmantes de agressões contra o, erroneamente chamado, “sexo frágil.”

Mas, apesar de ser o principal tipo, não é só agressão física a responsável pelas violências contra a mulher. Devido ao caráter machista e patriarcal da sociedade brasileira, o preconceito começa ainda na juventude, com o tratamento desigual dado a filhos e filhas – comumente nota-se uma maior restrição para o sexo feminino. Além disso, há a violência moral, ainda muito frequente no mercado de trabalho. Pesquisas comprovam que, no Brasil, o salário dado a homens e mulheres é diferente, mesmo com ambos exercendo a mesma função. Ademais, empresas preferem contratar funcionários do sexo masculino para não se preocuparem com uma possível licença maternidade.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a segurança da mulher brasileira. Desse modo, o Estado deve, mediante a ampliação da atuação dos órgãos competentes, assegurar o atendimento adequado às vítimas e a punição correta aos agressores. Além disso, cabe às empresas a garantia de igualdade no espaço laboral, pagando um salário justo e admitindo funcionários pela sua qualificação, livre de preconceitos. Por fim, é dever da sociedade o respeito ao sexo feminino, tratando igualmente homem e mulher. Assim, alcançar-se-á uma sociedade igualitária e de harmonia para ambos os gêneros.

 Redação da estudante Sofia Dolabela Cunha Belém

É inegável o fato de que, na sociedade brasileira contemporânea, a igualdade de gêneros é algo que existe apenas na teoria. Medidas como a criação da Lei Maria da Penha e da Delegacia da Mulher, apesar de auxiliarem na fiscalização contra a violência ao sexo feminino e na proteção das vítimas, são insuficientes e pouco eficazes, algo comprovado através da alta taxa de feminicídios ocorridos em nosso país, além dos enormes índices de relatos de vítimas de violência.

O aumento notório de crimes contra a mulher realizados na última década deve-se a inúmeros fatores. A completa burocracia presente nos processos de atendimento às vítimas de estupro, por exemplo, refuta mulheres que apresentam traumas e não recebem acompanhamento psicológico adequado, sendo orientadas a realizar o exame de corpo de delito, procedimento, por vezes, invasivo. Além disso, é comum que o relato da vítima tenha sua veracidade questionada, não recebendo a atenção necessária. Com o afastamento de possíveis denúncias, não há redução no número de assassinatos e de episódios violentos.

A cultura machista em que estamos inseridos dissemina valores como a culpabilização da vitima: muitas vezes, a mulher se cala porque pensa que é a culpada pela violência que sofre. Acredita-se, também, que apenas a violência física e sexual deve ser denunciada, ou que a opressão moral é algo comum. A passividade diante de tais situações cede espaço para o crescimento de comportamentos violentos dentro da sociedade.

Tendo em vista as causas dos altos índices de violência contra a mulher no Brasil, é necessário que haja intervenção governamental para aprimorar os órgãos de defesa contra tais crimes, de modo a tornar o atendimento mais rápido e atencioso. O mais importante, no entanto, é atingir a origem do problema e instituir em escolas aulas obrigatórias sobre igualdade de gênero, apresentando de forma mais simples conceitos desenvolvidos, por exemplo, por Simone de Beauvoir, de modo a desconstruir desde cedo ideias preconceituosas que são potenciais estimulantes para futuros comportamentos violentos.

 Redação da estudante Valéria da Silva Alves

A submissão da mulher em uma sociedade patriarcalista como a brasileira é um fato que tem origens históricas. Por todo o mundo, a figura feminina teve seus direitos cerceados e a liberdade limitada devido ao fato de ser considerada “frágil” ou “sensível”, ainda que isso não pudesse ser provado cientificamente. Tal pensamento deu margem a uma ampla subjugação da mulher e abriu portas a atos de violência a ela direcionados.

Nessa perspectiva, a sociedade brasileira ainda é pautada por uma visão machista. A liberdade feminina chega a ser tão limitada ao ponto que as mulheres que se vestem de acordo com as próprias vontades, expondo partes do corpo consideradas irreverentes, correm o risco de seres violentadas sob a justificativa de que “estavam pedindo por isso”. Esse pensamento perdura no meio social, ainda que muitas conquistas de movimento feministas – pautados no existencialismo da filósofa Simone de Beauvoir – tenham contribuído para diminuir a percepção arcaica da mulher como objeto.

Diante disso, as famílias brasileiras com acesso restrito à informação globalizada ou desavisadas a respeito dos direitos humanos continuam a pôr em prática atos atrozes em direção àquela que deveria ser o centro de gravitação do lar. A violência doméstica, em especial física e psicológica, é praticada por homens com necessidade de autoafirmação ou sob influência de drogas (com destaque para o álcool) e faz milhares de vítimas diariamente no país. Nesse sentido, a criação de leis como a do feminicídio e Maria da Penha foram essenciais para apaziguar os conflitos e dar suporte a esse grupo antes marginalizado.

Paralelo a isso, o exemplo dado pelo pai ao violentar a companheira tem como consequência a solidificação desse comportamento psicológico dos filhos. As crianças, dotadas de pouca capacidade de discernimento, sofrem ao ver a mãe sendo violentada e têm grandes chances de se tornarem adultos violentos, contribuindo para a manutenção das práticas abusivas nas gerações em desenvolvimento e dificultando a extinção desse comportamento na sociedade.

Desde os primórdios, nas primeiras sociedades formadas na Antiguidade até hoje, a mulher luta por liberdade, representatividade e respeito. O Estado pode contribuir nessa conquista ao investir em ONGs voltadas à defesa dos direitos femininos e ao mobilizar campanhas e palestras públicas em escolas, comunidades e na mídia, objetivando a exposição da problemática e o debate acerca do respeito aos direitos femininos. É importante também a criação de um projeto visando a distribuição de histórias em quadrinhos e livros nas escolas, conscientizando as crianças e jovens sobre a “igualdade de gênero” de forma interativa e divertida.

Redação do estudante Richard Wagner Caputo Neves

Da teoria à prática

Desde o Iluminismo, já sabemos – ou deveríamos saber – que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a persistência da violência contra a mulher no Brasil em pleno século XXI, percebe-se que esse ideal iluminista é verificado na teoria e não desejavelmente na prática. Muitos importantes passos já foram dados na tentativa de se reverter esse quadro. Entretanto, para que seja conquistada uma convivência realmente democrática, hão de ser analisadas as verdadeiras causas desse mal.

Em uma primeira abordagem, é importante sinalizar que, ainda que leis como a “Maria da Penha” tenham contribuído bastante para o crescimento do número de denúncias relacionadas à violência – física, moral, psicológica, sexual – contra a mulher, ainda se faz presente uma limitação. A questão emocional, ou seja, o medo, é uma causa que desencoraja inúmeras denúncias: muitas vezes, a suposta submissão econômica da figura feminina agrava o desconforto. Em outros casos, fora do âmbito familiar, são instrumentos da perpetuação da violência o medo de uma retaliação do agressor e a “vergonha social”, o que desestimula a busca por justiça e por direitos, peças-chave na manutenção de qualquer democracia.

Em uma análise mais aprofundada, devem ser considerados fatores culturais e educacionais brasileiros. Por muito tempo, a mulher foi vista como um ser subordinado, secundário. Esse errôneo enraizamento moral se comunica com a continuidade da suposta “diminuição” da figura feminina, o que eventualmente acarreta a manutenção de práticas de violência das mais variadas naturezas. A patriarcal cultura verde-amarela, durante muitos anos, foi de encontro aos princípios do Iluminismo e da Revolução Francesa: nesse contexto, é fundamental a reforma de valores da sociedade civil.

Torna-se evidente, portanto, que a persistência da violência contra a mulher no Brasil é grave e exige soluções imediatas, e não apenas um belo discurso. Ao Poder Judiciário, cabe fazer valer as leis já existentes, oriundas de inúmeros discursos democráticos. A mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a questão instigando mais denúncias – cumprindo, assim, o seu importante papel social. A escola, instituição formadora de valores, junto às Ong’s, deve promover palestras a pais e alunos que discutam essa situação de maneira clara e eficaz. Talvez dessa forma a violência contra a mulher se faça presente apenas em futuros livros de história e a sociedade brasileira possa transformar os ideais iluministas em prática, e não apenas em teoria.

Redação da estudante Izadora Furtado

A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é um problema muito presente. Isso deve ser enfrentado, uma vez que, diariamente, mulheres são vítimas dessa questão. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis.

Segundo a História, a mulher sempre foi vista como inferior e submissa ao homem. Comprova-se isso pelo fato de elas poderem exercer direitos políticos, ingressarem no mercado de trabalho e escolherem suas próprias roupas muito tempo depois do gênero oposto. Esse cenário, juntamente aos inúmeros casos de violência contra as mulheres, corroboram a ideia de que elas são vítimas de um legado histórico-cultural. Nesse ínterim, a cultura machista prevaleceu ao longo dos anos a ponto de enraizar-se na sociedade contemporânea, mesmo que de forma implícita, à primeira vista.

Conforme previsto pela Constituição Brasileira, todos são iguais perante à lei, independente de cor, raça ou gênero, sendo a isonomia salarial, aquela que prevê mesmo salário para os que desempenham mesma função, também garantida por lei. No entanto, o que se observa em diversas partes do país, é a gritante diferença entre os salários de homens e mulheres, principalmente se estas foram negras. Esse fato causa extrema decepção e constrangimento a elas, as quais sentem-se inseguras e sem ter a quem recorrer. Desse modo, medidas fazem-se necessárias para solucionar a problemática.

Diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado proteger as mulheres da violência, tanto física quanto moral, criando campanhas de combate à violência, além de impor leis mais rígidas e punições mais severas para aqueles que não as cumprem. Some-se a isso investimentos em educação, valorizando e capacitando os professores, no intuito de formar cidadãos mais comprometidos em garantir o bem-estar da sociedade como um todo.

Enem: Estrutura da Redação da prova nacional

Enem: Estrutura da Redação da prova nacional, que envolve milhares de jovens brasileiros, que buscam uma vaga nas universidades e institutos federais brasileiros.

Enem: Estrutura da Redação da prova nacional

A redação do Enem segue uma estrutura própria e uma proposta que envolve o respeito aos direitos humanos, conforme cartilha do MEC. O texto da redação será argumentativo-dissertativo.

Veja abaixo como elaborar um texto argumentativo-dissertativo:

Redação dissertativa é um modelo em que o autor expressa sua opinião ordenando ideias sobre determinado tema proposto.

-Texto argumentativo tem como objetivo convencer o leitor sobre nossa opinião através dos argumentos apresentados.

-Redação dissertativa-argumentativa é um texto em que, ao mesmo tempo, explica o tema, mostra argumentos do autor e apresenta uma conclusão ou solução final.

Redação dissertativa-argumentativa

O modelo de redação dissertativa-argumentativa é o mais pedido pelas instituições e deverá ter três partes essenciais:

1- Introdução

Apresentação do assunto que será discutido ou argumentado no texto. Geralmente exposto em apenas um parágrafo.

2- Desenvolvimento

Poderá ser elaborado em 3 parágrafos com argumentos e contra-argumentos convincentes e verdadeiros.

3- Conclusão

Utilizar um parágrafo para responder ou concluir a introdução sintetizando as ideias. Trata-se de um resumo da dissertação.

Dicas Redação Enem

1-Na redação do Enem o candidato deverá elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto que respeite os direitos humanos;

2-O candidato deverá procurar fazer uma letra legível para facilitar a leitura pelos corretores da redação;

3- O título na redação do Enem é opcional e não contará como linha escrita;

4- Realize leituras de jornais e revistas, pois elas te ajudarão a ter argumentos mais consistentes, além de garantir contato com a grafia correta das palavras.

Veja outras dicas para Redação do Enem:

-Acesse provas de outras edições do Enem para revisar seus estudos;

-Analise os temas de redações que caíram em outras edições do Enem;

-Dicas para redação nota 1000 no Enem.

-Acesse possíveis temas de redação que poderão ser cobrados na próxima edição do Enem.

Acesse ainda as competências que são avaliadas na Redação do Enem.

Materiais de Estudo Enem

Material para estudo de Biologia

Lista de material teórico separado por tópicos do tipo “escolha o assunto”. Contém provas resolvidas de várias universidades e simulados, com questões comentadas de Biologia, para você estudar e se preparar para as provas do Enem. Clique para estudar Biologia para o Enem.

Material para estudo de Química

Material teórico separado por tópicos do tipo “escolha o assunto” para você estudar química. Contém provas resolvidas de várias universidades e simulados, com questões comentadas de Química, para você estudar e se preparar para as provas do Enem. Clique para estudar Química para o Enem..

Material para estudo de Física

Nesta outra seção, há material teórico separado por tópicos do tipo “escolha o assunto”. Contém provas resolvidas de várias universidades e simulados, com questões comentadas de Física, para você estudar e se preparar para as provas do Enem. Clique para estudar Física para o Enem..

Material para estudo de Matemática

E, finalmente, aqui há também teórico separado por tópicos do tipo “escolha o assunto”; provas resolvidas de várias universidades e simulados, com questões comentadas, para você estudar e se preparar para as provas do Enem 2016. Clique para estudar Matemática para o Enem.

Enem 2017: possíveis temas para redação

Enem 2017: possíveis temas para redação referentes ao Exame Nacional do Ensino Médio, que garante acesso às universidades e Institutos federais brasileiros.

Anualmente os jovens brasileiros se descabelam com a redação do Enem e qual tema poderá ser cobrado na próxima edição.

Com o intuito de auxiliar os estudantes, acesse os temas que já foram cobrados em outras edições; e realize leituras para ajudar em sua argumentação e em seu vocabulário.

Acesse também o manual de redação disponibilizado pelo Inep para verificação das informações relativas à redação da prova nacional.

Enem 2017: possíveis temas para redação

Alguns professores de cursinhos já iniciaram suas apostas referentes ao tema para a edição do Enem 2017. Valerá a pena o estudante focar leituras dos tópicos relacionados abaixo, pois eles ajudarão na construção e argumentação de um bom texto:

1- Regulamentação do Trabalho Doméstico, PEC das domésticas

A PEC das domésticas, Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Doméstico, foi aprovada em 2013 e bastante discutida na sociedade. De um lado, há o viés dos empregadores, que tiveram aumento de gastos para registrar o trabalhador doméstico. Por outro lado, há o aumento de direitos trabalhistas a essa profissão. Esse tema também popularizou bastante com o lançamento do filme brasileiro “Que horas ela volta?”, escrito e dirigido pela Anna Muylaert.

2- Preconceito linguístico

O Brasil por ser um país de proporções continentais possui várias formas de se comunicar seja pela escrita, imagens, símbolos e fala. A linguagem possui diversas variantes seja regional, social, cultural, etc. Isso significa que há diferentes formas de utilizar a língua portuguesa e elas variam dependendo da situação, da região que se vive, entre outros aspectos. A norma culta é o padrão gramatical que aprendemos na escola e utilizamos na escrita. Mas as variantes – como gírias, abreviações e dialetos são comuns em nossa rotina diária. Sobre esse assunto, podemos levantar reflexões sobre como lidar com essas diferenças em cada região e em até que ponto elas são aceitas pela sociedade.

3- Deficientes físicos

Nas última edições, o ENEM trouxe propostas de redação com temas focados em alguma parcela da população que sofra algum tipo de discriminação. Na edição de 2015 o tema abordado foi violência contra a mulher e as duas versões relativas ao ENEM 2016 sobre intolerância religiosa e racismo. Portanto, um tema que envolva a inclusão dos deficientes físicos é bem provável. Leia e pesquise a diferença de inclusão e integração. Analise e reflita sobre as condições dos deficientes nos ambientes escolar e de trabalho.

4- Discurso de ódio e intolerância nas redes sociais

As redes sociais têm se tornado, cada vez mais, um ambiente de intolerância e ódio. Discussões acaloradas, ameaças e denúncias têm sido frequentes entre os seguidores. Por causa dessa infeliz realidade, é possível que o ENEM levante essa discussão junto aos estudantes. O tema faz parte da realidade da maioria dos jovens e não deve causar dificuldade para argumentar. A dica é focar em propostas de intervenção e treinamento de detalhamentos que amenizem tal situação.

5. Arte urbana

Inicialmente em São Paulo, em decorrência de o atual prefeito apagar os grafites da cidade, o assunto tornou-se pauta de discussão em todo País. Conheça a diferença entre pichação e grafite; e reflita sobre a ocupação do espaço público e a função da arte urbana nesse aspecto. Um exemplo de arte urbana era o maior mural de arte a céu aberto da América Latina que está sendo destruído.

6. Moradores de rua

Tal realidade muito presente na atualidade; e que os governantes tentam fazer uma política de higienização; na qual praticam contra os moradores de rua ao retirar cobertores, alimentos e animais de estimação dos moradores. Outra questão é a relação de alguns moradores com drogas, a precariedade de sua condição e a dificuldade para retornar ao mercado de trabalho são pontos de reflexão. Movimento bem interessante abordado na página Facebook SP Invisível e  que lançou livro que relata a história e a vivência de muitos moradores de rua.

7-Sistema carcerário brasileiro

O sistema carcerário brasileiro é um dos mais precários do mundo, tendo um dos principais problemas que é a superlotação, que gera muitas revoltas em todo o País. Vários movimentos de Direitos Humanos e pesquisadores estudam essa situação e outras questões como rebeliões, formação de facções, dificuldade de reinserção do ex-detento na sociedade e no mercado de trabalho, violência policial, etc. Para instigar a reflexão, vale a pena assistir o clássico filme “Carandiru”, baseado na obra do médico Dráuzio Varela. Acompanhe o noticiário e veja a realidade das prisões e a recente revolta de Alcaçuz e a carnificina que aconteceu por lá.

8- Sistema previdenciário brasileiro

A previdência social brasileira poderá passar por reformulações neste ano de 2017. Será importante o candidato se manter informado a respeito; pois ela poderá aparecer na proposta de redação de forma direta ou indireta, como por exemplo, sobre a qualidade de vida na terceira idade ou o papel dos idosos na economia brasileira.

9- Educação básica no Brasil

A proposta referente ao Novo Ensino Médio, tão discutida e tão polêmica no final de 2016; cujas mudanças poderão trazer benefícios ou malefícios para a formação dos jovens brasileiros. A proposta, que foi aprovada pelo senado e sancionada pelo Presidente da República divide o Ensino Médio em áreas, de acordo com o Enem. Será importante pesquisar sobre isso e também treinar propostas de intervenção pensando em alternativas para a educação no Brasil, por exemplo, melhor formação, valorização e comprometimento dos professores, mais tecnologia em sala de aula e melhor participação dos estudantes.

10. Estética e saúde

O excesso de valorização do corpo humano é, muitas vezes, evidenciada pela mídia e pelos padrões estéticos da sociedade. Tal comportamento poderá causar alguns distúrbios e doenças; tanto físicas quanto psicológicas para as pessoas, o que é comum principalmente entre os jovens; tais como anorexia e bulimia e a crescente popularização de cirurgias plásticas. Mas em outro viés, a preocupação estética poderá motivar a prática de exercícios físicos e a boa alimentação que contribuirão para melhora da saúde do indivíduo. Leia mais a respeito e melhores seus argumentos.

11- Sustentabilidade das corporações e preocupação ambiental

As empresas deverão ter responsabilidade social e ambiental. Mas muitas vezes, elas são as maiores poluidoras do meio ambiente, tanto pelo seu próprio processo industrial quanto em alguma catástrofe, acidente ou negligência dos governantes. Exemplo mais recente foi a devastação da cidade de Mariana em Minas Gerais pela corporação SAMARCO. Esse assunto muito discutido na sociedade; ainda continua em pauta até hoje; o que o tornará a probabilidade ser um dos temas de redação para o próximo exame nacional. Leia a respeito e melhores seus argumentos.

12- Conceito de família no século XXI

Este tema está muito em voga, por causa das diferentes estruturas familiares da atualidade. Leia a respeito de uniões homo-afetivas, adoção de crianças por casais homossexuais e amplie suas ideias e vocabulário para o tema que ainda gera muita discussão e preconceito no Brasil. Respeitar as diferenças é fundamental.

13- Descriminalização das drogas

Outro tema bastante polêmico na política brasileira é a possibilidade de descriminalizar a maconha para uso medicinal e recreativo. Tal assunto é polêmico e envolve argumentos sobre saúde dos indivíduos e tráfico de drogas, por exemplo. A Lei Antidrogas está em discussão no Supremo Tribunal Federal. Leia e pesquise mais o  assunto e veja também a diferença entre descriminar e discriminar.

14- Justiça com as próprias mãos

O descontamento, descrença na política e na justiça brasileira têm ocasionado diversos linchamentos recorrentes nos últimos anos. Muitos dos casos são ligados a racismo, homofobia e às vezes à crença religiosa. Infelizmente o brasileiro tem tentado fazer justiça com as próprias mãos e  mostra um descontentamento da população com a justiça brasileira; ao mesmo tempo, o aumento da intolerância e ódio a determinados grupos da sociedade. Aproveite  ler mais a respeito desse temas; aproveite para estudar os filósofos contratualistas como Hobbes e Locke; além de refletir o linchamento como uma quebra do contrato social.

15. Manifestações populares que ganharam as redes sociais e as ruas

O espaço público brasileiro tem sido cada vez mais ocupado com manifestações tanto políticas quanto ligadas a assuntos específicos, como o valor do transporte público que deu início às manifestações de junho de 2013, iniciadas na cidade de São Paulo e difundidas por todo o Brasil. Tal iniciativa gerou várias outras manifestações em todo o Brasil, seja pelo impeachment da ex-presidente Dilma Roussef; ou pela corrupção arraigada em alguns políticos brasileiros. Leia mais sobre o assunto, pois essas manifestações estão muito presentes na realidade atual do País e parecem que continuarão.

16- Democratização da tecnologia

A tecnologia é meio mais rápido de informação mundial e tem democratizado os meios de comunicação, de entretenimento e educação no Brasil. Exemplos disso são as empresas WhatsApp, Netflix e plataformas online de educação utilizados, que têm difundindo informação e conhecimento para muitas pessoas. Ao mesmo tempo as redes sociais têm sido uma forma de expressar o racismo, a homofobia e a intolerância religiosa. Essa mudança de comportamento dos usuários de internet que buscam, cada vez, conhecimento online pode ser benéfica ou maléfica. Leia mais a respeito para enriquecer seus argumentos.

Acima estão elencados possível temas de redação para o Enem 2017. Uma dica importante para o candidato será a leitura de bons textos, jornais e revistas; pois o contato com língua culta e informações serão fundamentais para a construção de uma boa argumentação.

O Enem é a prova que garante acesso ao ensino superior brasileiro e passará por alteração em 2017. Mas o candidato deverá se organizar e começar seus estudos com antecedência para não ficar estressado na última hora. Organize-se revendo conteúdos, resolvendo provas antigas e cronometrando seu tempo para a prova.

Em 2017 as mudanças serão sutis. Para 2018 elas serão maiores após a consulta pública realizada pelo MEC; que solicita a opinião da população a respeito da organização e aplicação da prova nacional.

Dicas de Estudos para Vestibulares e Enem:

Dicas de Estudo para Biologia;

Dicas de Estudo para Física;

Dicas de Estudo para Química;

Dicas de Estudo para Matemática;

Como se dar bem na Redação do Enem

Dicas para a Redação do Enem: clareza

Dicas para a Redação do Enem: coesão

Dicas para a Redação do Enem: concisão

Importância da correção gramatical

Importância da formalidade e uniformidade

Acesse Provas de outras edições do Enem para revisar seus estudos e garantir uma boa nota no Exame.

 

Temas da Redação do Enem

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das avaliações que mais causa expectativa nos estudantes. A preocupação é justificada uma vez que a prova vale 1.000 pontos, o que pode fazer toda a diferença na nota final do exame. Sendo assim, é importante ler e ficar atento a possíveis temas para a redação do Enem 2016.

Temas da Redação do Enem já cobrados

1998: Viver e aprender

1999: Cidadania e participação social

2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional

2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar interesses em conflito?

2002: O direito de votar

2003: Violência na sociedade brasileira

2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?

Dicas de Redação Enem 2016
Dicas de Redação Enem 2016

2005: O trabalho infantil na realidade brasileira

2006: O poder de transformação da leitura

2007: O desafio de conviver com a diferença

2008: A máquina de chuva da Amazônia

2009 (prova reaplicada): “Qual o efeito em nós do ‘Eles são todos corruptos’?” e “Valorização do Idoso”

2010 (prova oficial): “Ajuda humanitária” e (prova reaplicada): “O trabalho na construção da dignidade humana”

2011: Viver em rede no século XXI

2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira